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Always and Forever


          Toda história, principalmente aquele bom romance, começa com um bom primeiro encontro. Talvez não seja à primeira vista, nem a segunda, mas aquele momento em que duas almas se encontram, em que em um olhar as coisas mudam e perde-se o fôlego. Aconteceu comigo, uma única vez na minha vida. Foi totalmente contra os meus princípios e fora, mais ainda, dos meus padrões, mas amor tem dessas coisas, fora do clichê. Não foi quando nós realmente saímos pela primeira vez, nem quando ele me beijou nem nas inúmeras vezes em que fizemos bagunças e trapalhadas para ficarmos. Foi um dia em que ele disse que me amava. Sem mais, sem menos. Naquele momento eu realmente olhei para ele, nos olhos, vendo como ele era por dentro. Naquele momento eu me apaixonei e assinei uma sentença que me prenderia a vida toda. Eu tive outros momentos com outros caras antes dele, até mesmo com ele antes desse primeiro olhar. Mas, hoje, quando eu olho para trás eu sei que foi aquele momento que mudou tudo, foi algo novo que me permitiu viver plenamente.

          O amor que eu senti por ele beirava a obsessão. Eu nem sabia o que fazer com aquilo. Eu era uma criança perdida. Não era um amor que eu pudesse esconder porque ele escorria pelos meus olhos, transbordava pelos meus poros, exalava como um perfume. Não é mentira, eu teria dado a minha vida por ele. Os anos foram passando e tanta coisa acontecendo, 3 anos não são 3 meses ou 3
dias. 3 anos podem mudar uma vida. E a minha mudou, já que ele fez eu me sentir a mulher mais feliz do mundo. Fez eu me sentir completa, dona de mim mesma, fez eu me sentir amada. Eu sentia orgulho dele e também em ser dele, em ver ele se referir a mim com o pronome “minha”, me defendendo ou com ciúmes. E eu era dele, completamente. Cada pedacinho do meu corpo, cada pensamento, cada sentimento, cada minuto de vida. Quando eu olho para esse tempo parece que eu vivia um conto de fadas. Minha mãe sempre disse que eu não deveria acreditar nisso, que eu iria me magoar, ela sempre soube desde o princípio. Mas eu me permitir acreditar e amei cada segundo desse pequeno espaço do meu conto de fadas particular.

          Fomos felizes, mas éramos humanos. Falhamos e fomos nos desgastando... Nos perdendo em meio a brigas, em meio a orgulho, em meio a tanta falta de amadurecimento. Eu sofri muito, mas eu errei muito também. Errei em cada decisão que eu tomei nesse namoro porque eu não tinha ideia do que eu estava fazendo. Se eu pudesse resumir eu diria que encontrei a pessoa certa no tempo errado. Eu fiz tudo acontecer na hora errada, na ordem errada. Talvez se eu tivesse conhecido ele hoje, com a maturidade que nós dois temos hoje, as coisas fossem diferentes. Mas isso tudo foi preciso acontecer quando eu tinha 15 anos para que eu pudesse aprender e ser quem eu sou hoje. Para que eu pudesse amadurecer e aprender a ser uma mulher e não mais uma menina. Cada sofrimento foi necessário. Me orgulho muito da pessoa que eu sou hoje e eu não seria assim se tudo isso não tivesse acontecido. Mesmo nos nosso erros Deus faz tudo se encaixar perfeitamente.

          Primeiro amor a gente nunca esquece. Frase que nunca fez sentido para mim, mas que com o tempo eu fui percebendo que os mais velhos possuem uma sabedoria que a gente nunca entenderá, a não ser quando viver. Quando tudo acabou de vez, as pessoas queriam que eu seguisse em frente, elas me diziam que a gente sempre vai encontrar um outro amor, que nada é para sempre. Esqueça, Jeniffer. Dia após dia eu repeti isso para mim, mas por dentro eu ainda queria acreditar. Por dentro eu questionava por quanto tempo eu ainda iria sentir aquilo. Depois de meses separados é esperado que passasse pelo menos 50%. Por quanto tempo mais eu ainda teria que sentir aquilo? Mesmo que meu lado racional concordasse com tudo que as pessoas falavam, meu coração ainda era o mesmo. A paixão pode ter passado porque eu mesma a matei quando decidi excluir ele totalmente da minha vida, mas o amor... É engraçado como ele ficava totalmente na minha cabeça, como cada detalhe relacionado a ele me chamava atenção, como eu odiava cada pessoa que eu via toda de branco na rua. A gente muda, amadurece, passa a entender que a vida é bem mais do que um namorado que se ama ou um amor insubstituível, mas o sentimento ainda está lá. Poucas semanas atrás, um amigo meu me perguntou sobre ele e eu disse que eu sempre iria amá-lo, mesmo que eu seguisse em frente. Mesmo que eu me casasse. A gente aprende que pode viver sem a outra pessoa, pode até amar outras, mas existe um espaço que nunca será ocupado. Existe um amor que você nunca sentirá por outro, aquele amor é exclusivo para ele. Isso, é o primeiro amor. “A gente podia ter cinco vidas, não acha? Assim eu poderia nascer em cinco cidades diferentes. Poderia encher a barriga com cinco coisas diferentes. Teria cinco empregos diferentes... E também poderia... amar uma pessoa cinco vezes.”

          Somente uma pessoa faz meu coração acelerar, me dá tanto nervoso de falar que eu perco toda a minha inteligência, me faz rir feito criança e ficar irritada ao extremo. E hoje eu sei que isso nunca vai mudar. Daqui 50 anos quando ele me procurar de novo ainda vai ser assim. Ainda vai fazer eu me sentir uma menininha. E eu ainda vou lembrar dos melhor tempo que já tive, de como ele foi responsável por cada sorriso bobo meu e de como eu fui feliz. É incrível perceber que as mesmas palavras que eu disse há alguns anos ainda são verdade hoje e sempre serão, mesmo que eu mude e amadureça a cada dia mais. Mas algumas coisas a gente leva para sempre e ele é uma delas.

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