Olhar o mundo e só ver sordidez. Futilidades. Em cada canto que se olha os olhos veem ódio, falsidade, manipulação de ideias, e tudo que se sente é que talvez eles não devessem ser mais abertos. Talvez devessem continuar fechados na escuridão do abismo, deitado eternamente no berço esplêndido da morte. Existem motivos para se viver? Amor? Ah, o amor! Será que ele realmente existe ou virou desculpa para os erros humanos? Numa sociedade em que tudo virou tão banal, “eu te amo”, abraços, namoros, sexo, amizade, a desvalorização de valores, da ética, profissional e humana. Pensar no próximo, essa expressão não mais existe. Tudo que se quer é ser melhor, cada vez melhor. Melhor do outro, mais rico, mais bonito, mais chique, mais “pegador”, mais popular. E não importa o que seja necessário para conseguir isso, pisando em quem quer que seja. Não se pensam nos sentimentos, na dor do outro, o egoísmo impera. Os que ainda sentem algo, são estraçalhados pelos espinhos formadores do muro da isola...