ELE: Queria ser inocente assim. ELA: Não queira. ELE: Não, eu queria. Talvez assim eu confiasse mais nas pessoas. Fico bolado com sua inocência. Me passa um pouco. ELA: Tem nada de bom nisso. ELE: Claro que tem! Por que não teria? ELA: Porque se é magoado muito facilmente. ELE: É bom que fica casca grossa. Tem dia que leio as cartas que você escreveu para mim. Sua inocência parece de uma criança de 13 anos, sem maldade alguma. ELA: E continuo assim, mas guarde, é raridade. Eu não consigo escrever mais. ELE: Eu guardo, tenho todas. Não consegue, por quê? ELA: Sei lá, eu não sinto a inspiração que tinha antes. ELE: Lógico, eu era sua inspiração. Se quiser, faço você escrever uma carta agora. ELA: Você acha que é assim? ELE: Por que não seria? Acho que sou a pessoa que mais te conhece e admira. Acha que não sou capaz de te fazer escrever umas simples carta? ELA: Não sei como você acha que vai fazer isso. ELE: Quer testar? ELA: Quero, agora. ELE: Quer es...