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Little Girl

A gente passa por maus momentos, não somos perfeitos. Às vezes ele me irrita tanto, me magoa, me deixa triste e frustrada por dias. Sou capaz de ficar de cama, por longas semanas simplismente exausta com a confusão de coisas que ele me faz sentir. É uma raiva irracional, uma tristeza profunda, um amor enlouquecedor e um medo insuportável. Sou capaz de odiá-lo e amá-lo no mesmo dia, às vezes fico oscilando entre os sentimentos ao longo das horas. 


E eu nunca fui assim. Eu nunca me importei, sou uma pessoa com os sentimentos bem controlados, dificilmente algo me deixa triste. Comigo, é simplismente dar de ombros e seguir com a vida. Acima de tudo, eu sou impulsiva, eu faço o que quero, quando quero, sem pensar nas consequências. Quando se trata dele, não é nada assim. Percebi isso nas vezes em que terminamos e eu fiquei longe dele. A vida parecia tão mais simples antes, sem tê-lo... Nada tinha tanta importância para me abater. Porém, era só falar no nome dele que minha aparente firmeza sumia, o sorriso acabava, o olhar altivo se reduzia. Ele é meu ponto fraco e como eu estava sem ele, pensar nele trazia uma tristeza nunca antes conhecida por mim.

Agora estamos juntos de novo. E eu, bem, já não sou aquela menina firme e forte. A verdade, é que só de vislumbrar a chance de namorar com o Guilherme de novo, eu me entreguei. Eu abri mão dos caras que corriam atrás de mim, da minha auto-confiança, do sorriso fácil para estar com ele. Honestamente, eu faria tudo de novo. Eu me entreguei porque, como já disse, ele é meu ponto fraco. Ele é a pessoa que me muda. Perto dele eu me sinto como uma garotinha indefesa, em todos os momentos. Sou como a garotinha que ganhou um dia no parque, quando ele me faz a mulher mais feliz do mundo, sou como a garotinha com medo do bicho papão quando ele fala das amigas dele ou quando toca no assunto terminar, sou a garotinha que perdeu o doce quando fico semanas sem sair com ele. Com ele, não consigo confiar em mim mesma nem tomar iniciativas, com ele eu sou frágil.

Nem por um segundo penser que isso é ruim, não é bom. Ser frágil não é bom nem ruim, mas estar com ele é melhor que tudo. Mesmo quando eu me sinto triste, com raiva, irritada, decepcionada (acredite, ele me faz sentir tudo isso), se houver a menor chance dele me deixar, eu me desespero. Ele é o que eu preciso, ele é aquele que eu escolhi e o fato de eu ser a little girl com ele, só torna isso mais certo ainda. Porque o amor é assim, o amor nos muda e nos mostra que não somos nada, ele nos torna frágil. Grandes homens choram por amor, brávios lutadores entregaram tudo pelo amor de uma mulher. O amor é loucura! E o que torna isso ainda mais louco, é que mesmo que saibamos disso, amamos vivê-lo. 

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